
O torneio Masque of Judas, em formato Constructed, realizou-se na sala V107 do Pavilhão de Engenharia Civil do Instituto Superior Técnico, com o apoio do NEIIST. Nele participaram 12 pessoas:
António Sarzedas - Gangrel Wall KoT
Bruno Robalo - Nosferatu Wall feat. Sergei Voshkov
Carlos Silva - Nosferatu Rush
Edgar Marques - Malkavian S&B KoT
Eliseu Ângelo - Towers of Annoy (Caitiff & Pander Anarch Revolt)
José Rodrigues - Assamite Político feat. Amaravati
José Silva - Potence & Serpentis Bruise
Pedro Luís - Tzimisce Wall feat. Szechenyi Jolán
Ricardo Marta - Inner Circle Presence & Protean Político KoT
Ricardo Portela - Harbingers of Skulls Wall G4
Teresa Neves - Giovanni Tap & Bleed G2
Tiago Brum - Ventrue Law Firm feat. Arika
Os doze elementos foram organizados em 3 mesas, tendo-se feito 3 rondas de jogo e uma final com 5 jogadores. O Edgar foi substituído pelo Paulo Baião a partir da terceira ronda.
Ronda 1
Mesa 1:
José Rodrigues (Zedu), Eliseu Ângelo, Bruno Robalo, Carlos Silva
O Eliseu dominou a mesa desde muito cedo, com swarm de Caitiffs e Panders e Anarch Revolt. Os outros jogadores não tiveram hipótese de reequilibrar o seu jogo, e rapidamente o Eliseu obteve Game Win. Foi a mesa mais rápida do torneio.Resultado: Eliseu Ângelo: 4VP+GW
Mesa 2:
Tiago Brum, Ricardo Portela, António Sarzedas (Toni), Teresa Neves
Mesa bastante equilibrada ao início. A Teresa respondeu ao Renegade Garou do Toni com Secure Heaven num dos seus vampiros e Secret Passage num outro. O Tiago tentava parar os bleeds com Banishment nos Giovanni, mas as três tentativas nesse sentido saíram furadas com três Promise of 1528 jogados pela Teresa. Após esta fazer oust ao Tiago, o Portela eliminou o Toni com bleeds sucessivos e depois a Teresa.Resultado: Ricardo Portela: 3VP+GW, Teresa Neves: 1VP
Mesa 3:
José Silva, Pedro Luís, Edgar Marques, Ricardo Marta (Gambas)
Mesa cheia de votos que começou com o José a abrir as hostilidades, espancando os vampiros do Pedro. A wall Tzimisce ainda evitou alguns bleeds mais problemáticos ao Gambas (em troca de Kine Resources Contested partilhados entre predador e presa), os quais resultaram em dois Malkavian em torpor, o Morel e o Lutz von Hohenzollern. O Pedro teve vantagem no frente a frente com o Gambas.Resultado: Pedro Luís: 3VP+GW, Ricardo Marta: 1VP
Ronda 2
Mesa 1:
Edgar Marques, José Rodrigues (Zedu), Teresa Neves, Eliseu Ângelo
Após o resultado da Mesa 1 na ronda anterior, eliminar o Eliseu tornou-se uma prioridade. Enquanto a Teresa tentava desbastar a pool do Eliseu o mais rapidamente possível, o Edgar repartia os seus bleeds com Kindred Spirits por presa e predador. A boa vontade do Zedu em manter o seu predador vivo com Consaguineous Boon para Malkavian não bastou; após fazer oust ao Eliseu, a Teresa eliminou os outros dois oponentes.Resultado: Teresa Neves: 4VP+GW
Mesa 2:
Bruno Robalo, Tiago Brum, Ricardo Marta (Gambas), Ricardo Portela
Uma mesa com disputa de votos, o Tiago com a Arika e o Gambas com o Hardestadt. Pontos de interesse: um Wash jogado pelo Gambas a um Ventrue Headquarters do Tiago; dois Pentex SubversionTM no Hardestadt, um pelo Tiago, outro pelo Bruno; um Banishment ao Sergei Voshkov. Quando o Tiago influenciou o terceiro vampiro e se deixou a três de pool, o Gambas fez um contrato com o Bruno e elimiou o seu próprio predador com um Kine Resources Contested. Mais tarde, frente ao Bruno, um KRC imbloqueável do Gambas deu-lhe a vitória.Resultado: Bruno Robalo: 1VP, Ricardo Marta: 3VP+GW
Mesa 3:
António Sarzedas (Toni), José Silva, Carlos Silva, Pedro Luís
Mesa muito agressiva, com vários vampiros a irem para torpor e depois a serem diablerizados. Com a pressão exercida sobre o seu predador, o José conseguiu eliminar a sua presa, mas a Golconda que fez num dos seus próprios vampiros acaba por não lhe permitir fazer oust ao Pedro, que conquisou o resto da mesa.Resultado: José Silva: 1VP, Pedro Luís: 3VP+GW
Ronda 3
Mesa 1:
Carlos Silva, António Sarzedas (Toni), Ricardo Portela, José Rodrigues (Zedu)
Outra mesa forte em combate, com os Gangrel do Toni a serem torporizados pelos Nosferatu do Carlos. De notar o Reckless Agitation feito pelo Zedu no Carlos e um vampiro do Toni que levou um Disarm. Após ter eliminado o Toni, o Carlos foi incapaz de fazer frente aos Harbingers of Skulls do Portela.Resultado: Carlos Silva: 1VP, Ricardo Portela: 3VP+GW
Mesa 2:
Teresa Neves, Edgar Marques, Pedro Luís, Tiago Brum
Pouca sorte para o Pedro, logo ao início do jogo. Não teve intercept nem bleed bounce suficiente para parar o Edgar, e foi o primeiro jogador a sair da mesa. Entretanto, o Tiago tentava mais uma vez fazer Banishment a Giovanni, e mais uma vez a tentativa saiu furada com Promise of 1528. Com pouca oposição, a Teresa fez oust ao Edgar e ao Tiago.Resultado: Edgar Marques: 1VP, Teresa Neves: 3VP+GW
Mesa 3:
Ricardo Marta (Gambas), Bruno Robalo, Eliseu Ângelo, José Silva
Nesta mesa todos se uniram contra o Eliseu. O Eliseu ainda eliminou o José e saiu da mesa com 12 ou 13 vampiros em torpor, todos anarcas e com um 'hostage counter' proveniente do Carver's Meat Packing and Storage do Bruno. De notar o terceiro Pentex SubversionTM jogado no Hardestadt do Gambas. O Bruno foi salvo por um Delaying Tactics a um Kine Resources Contested que daria um Victory Point ao Gambas.Resultado: Bruno Robalo 3VP+GW, Eliseu Ângelo: 1VP
Final
Eliseu Ângelo, Ricardo Portela, Bruno Robalo, Pedro Luís, Teresa Neves
O Pedro e o Portela chegaram à final em empate técnico, tendo o Pedro vencido o lançamento do dado para decisão de posições.
Na final, eliminar um dos jogadores com deck mais agressivo foi prioritário. O alvo mais simples de abater seria o Eliseu, uma vez que este estava a ser predado pela Teresa - e todos os jogadores estavam cientes do poder ofensivo do deck do Eliseu. O Portela foi o primeiro jogador eliminado, com Brainwash, Pentex Subversion e cinco Anarch Revolt em jogo. Logo a seguir a Teresa fez oust ao Eliseu e pouco tempo depois ao Bruno. Sem hipótese de passar pelo intercept do Pedro e poucas defesas contra o mesmo, foi eliminada por este. A acumulação de pontos das rondas anteriores deu-lhe a vitória no torneio.Resultado: Eliseu Ângelo: 1VP, Pedro Luís: 2VP, Teresa Neves: 2VP
RESULTADOS Posição Final Nome GWs Pré-Final VPs Pré-Final VPs na Final TPs 1 Teresa Neves 2 8 2 168 2 Pedro Luís 2 6 2 138 3 Eliseu Ângelo 1 5 1 136 4 Ricardo Portela 2 6 0 138 5 Bruno Robalo 1 4 0 136 6 Ricardo Marta 1 4 126 7 Carlos Silva 0 1 94 7 Edgar Marques 0 1 94 9 José Silva 0 1 84 10 José Rodrigues 0 0 74 11 Tiago Brum 0 0 54 11 António Sarzedas 0 0 54
A vencedora do torneio foi a Teresa Neves, cuja decklist estará disponível em breve.
Fotografias do evento em: Picasa Web Albums
terça-feira, 10 de março de 2009
Report: "Masque of Judas" (21/02/2009, Constructed)
Escrito por Teresa Neves às 20:03 2 respostas
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sexta-feira, 6 de março de 2009
Rise of the Imperator

Tal como vos tinha dito, vai arrancar um novo Storyline por parte da White Wolf.
Neste Storyline, os 6 clans da Camarilla, vão lutar entre si e internamente também, com o intuito de acumular mais um cargo de poder, neste caso o posto de Imperator.
Como sempre, cada clan reage à sua maneira, poderão consultar esse breve trecho da história nos links abaixo.
O que é mais importante? Deter o poder ou impedir que outros o tenham?
Quem reterá o poder? Os irascíveis Brujah? Os aluados Malkavian? Os pérfidos Nosferatu? Os enigmáticos Tremere? Os exuberantes Toreador? Os manhosos Ventrue? Ou será que o escolhido será alguem das antigas fileiras?
Podem consultar a introdução e as regras para saber mais detalhes.
Escrito por Prince of Lisboa às 22:53 0 respostas
quarta-feira, 4 de março de 2009
Storyline de Primavera 2009
Rise of the Imperator
Já saiu a sinopse do novo Storyline da WW, pode ser consultado aqui.
O mesmo já era aguardado à alguns meses, pois chegou a ser falado como sendo Storyline de Inverno.
A Camarilla, através dos seus Inner Circle decidiu nomear um clan para fazer prevalecer as tradições.
O objectivo deste Storyline é descobrir qual o clan que melhor se adequa a esta função.
Que a guerra comece...
Escrito por Prince of Lisboa às 21:41 0 respostas
Ebony Kingdom (Update 2 - Artwork)
Escrito por Prince of Lisboa às 21:28 0 respostas
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terça-feira, 3 de março de 2009
Ebony Kingdom (Update)
Mais informação disponibilizada.
Já saiu mais informação relacionada com a nova expansão, prevê-se que esteja disponível no final do mês de Junho e vai ser uma mini-expansão de 60 cartas, com 20 novos vampiros (5 para cada um dos 4 clans de Laibon, Akunanse, Guruhi, Ishtarri e Osebo).
O resto da expansão deverá ser composta por 20 novas raras e 20 novas comuns, em que o grosso delas deverá ser relacionado com o ambiente Laibon.
Ainda não é desta que saem "clans novos", muito se especula sobre para quando a criação de novos Laibon tais como:
- Shango (Assamite)
- Naglopers (Tzimisce)
- Xi Dundu (Lasombra)
- Mla Watu (Cappadocians)
- Nkulu Zao (Salubri)
- Kinyonyi (Ravnos)
Como podem ver ainda há muito para explorar nesta "mina"...
Escrito por Prince of Lisboa às 10:34 6 respostas
Categorias: Novidades
Laibon: Naglopers
Os Naglopers são mais um legado dos Laibon. Suspeita-se que os Naglopers descendem do Methuselah Tzimisce Demdemeh e o seu nome deriva da palavra "Khoikhoin" que significa "evil sorcerer".
Os Naglopers têm a reputação de serem os Laibon mais temidos; sendo uma bloodline que deriva dos Tzimisce, reteram a capacidade e o engenho de utilizar a disciplina de Vicissitude, que com o passar do tempo sofreu mutações consideráveis de modo a tornar-se mais primitiva e menos refinada. Com a falta de precisão cirúrgica dos seus mentores, os Naglopers utilizam a disciplina à distância, facto que os torna temidos.
Ao contrário dos elementos do Clan Tzimisce, os Naglopers não necessitam de estar em constante contacto com a sua terra natal, mas necessitam de se enterrar e nela descansar, sob pena de enfraquecerem.
Este legado tem a reputação de ser o mais perigoso legado dos Laibon. Permitem que a Beast os domine, cometendo atrocidades apenas possíveis de imaginar nos pesadelos mais pavorosos. São adeptos de actos de tortura, praticados particularmente naqueles que entram no seu território.
Os Naglopers estão ligados a uma antiga lenda Ashanti, uma criatura que se assemelha a um homem (ou com forma humanóide) com pés em forma de gancho, que utilizava os seus apêndices para atingir os forasteiros e alimentar-se dos seus corpos. Devido a essa ideologia, os Naglopers são conhecidos por modificar a parte inferior dos seus próprios corpos recorrendo a Vicissitude, de modo a se assemelharem à criatura da lenda, transpondo essa ideologia para os seus visitantes, transformando-os e prometendo que os restauram à sua forma normal se agirem como a criatura da lenda sob outros pouco afortunados.
O mais comum é as vítimas acabarem mortas, ghouls ou alvo das demais macabras torturas...
Fonte:
V:tM: Kindred of the Ebony Kingdom, pp. 56-57
Escrito por Prince of Lisboa às 10:27 0 respostas
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segunda-feira, 2 de março de 2009
Torneio - Tipo Draft - 7 Março 2009
Olá a todos os aficionados e aos apenas curiosos, aqui ficam os detalhes do Torneio do próximo Sábado.
Local: Pavilhão de Engenharia Civil IST Alameda - Sala V107
Check in: 9h30
Início: 10h
Preço: 14 Euros
Formato: Draft + 2 rondas + final
Prémio de Participação: promo cards
Prémio da Final: 1 booster por jogador a dividir pelos finalistas
Notas adicionais:
- Este draft será efectuado recorrendo a 4 boosters de 3rd ED e 3 boosters de TR.
- Será necessário proceder à execução de decklist do deck para posterior analise/discussão
- O draft começará pelos boosters de TR e serão complementados pelos da edição base (3rd ED)
Aguardamos por vocês!
Escrito por Prince of Lisboa às 23:06 0 respostas
Ebony Kingdom
Pois é pessoal, já é oficial, a nova expansão já tem nome, Ebony Kingdom (ou talvez KotEK - Kindred of the Ebony Kingdom).
Com tal podemos desde já concluir que temos mais Laibon, agora, será que também vem mais Bloodlines?
Ainda não existem informações definitivas sobre o formato da expansão, se uma mini-expansão ou se uma expansão dita normal.
Eu apostaria numa mini-expansão na mesma onda de Sword of Caine e Twillight Rebelion, mas em breve saberemos mais detalhes.
Escrito por Prince of Lisboa às 22:50 0 respostas
Categorias: Novidades
V:tES para Neonates - Walls
Walls: O que são, porquê uma wall, como as construir, quando e com quem. Estas são algumas das perguntas comums acerca de baralhos deste género. Este artigo dedica-se a decks de intercept e vai mencionar alguns dos pontos mais importantes destes baralhos.
I - O que é um deck de intercept?
Os decks de intercept (vulgarmente conhecidos como "walls") são baralhos orientados para controlar o que acontece na mesa, mais especificamente evitar que acções sejam feitas com sucesso, se estas puderem directa ou indirectamente prejudicar a nossa posição na mesa.
II - Porque é que alguém quereria jogar com um baralho assim?
Estes baralhos trazem desafios acrescidos, e são o estilo de decks mentalmente mais activos durante todos os turnos do jogo, não apenas o nosso. A maneira de uma mesa agir e jogar quando uma wall está presente é sempre alterada, se esta estiver bem feita e funcionar. O desafio extra de não apenas prejudicar a presa como também evitar que o predador nos prejudique (e quem diz o predador, em certos casos, pode também falar dos aliados, se estes fizerem algo indesejado) torna este género de baralho atractivo, oferecendo uma grande complexidade estratégica e também uma visão mais global da mesa do que baralhos orientados apenas para ameaçar a presa.
No entanto, nem tudo são pontos fortes. Devido aos objectivos triplos de uma wall (ver ponto III), muitas vezes uma wall precisa de muita afinação para funcionar bem, e um dos três objectivos eventualmente fica menos evidenciado que os outros. Decks de wall também têm dois pontos negativos: por vezes fazem pouca pressão na presa, deixando que esta cresça demasiado (nota: nem sempre, ver abaixo), e quase sempre a mesa demora mais tempo a acabar se houver um deck de wall. Os pontos fortes são mais importantes que os pontos fracos? Se pensarem assim, bem vindos ao clube de fãs de walls.
III - Como fazemos isto?
Tal como já devem ter aprendido, uma acção tem de base 0 de stealth (excepto nos casos em que as cartas contradizem esta regra, ou certas acções específicas). Isto significa que qualquer vampiro desvirado (se for elegível como bloqueador) consegue interceptar essa acção, mas o que acontece nas acções com stealth superior a 0 de base? E se o vampiro que estiver a jogar a acção aumentar o stealth com cartas apropriadas?
São estes os pontos que definem exactamente um baralho orientado para o intercept. Este género de baralhos tem três grandes questões com as quais se deve preocupar para ser eficaz:
A) Conseguir bloquear as acções que quer
B) Após bloquear, garantir que o combate lhe é favorável
C) Fazer pressão na presa
Quanto a A) temos três maneiras diferentes para aumentar a nossa hipótese de bloquear, ou seja, ter intercept igual ao stealth da acção que tentamos interceptar.
Temos intercept vindo de masters, que vulgarmente viram para dar intercept a um vampiro, e podem ter outras habilidades, tanto negativas como positivas. Este género de cartas são bastante úteis, apesar de todas terem custos de pool que podem ir desde o bastante baratas (como The Rumor Mill, Tabloid Newspaper) ou bastante caras (como Club Zombie). Estas fontes de intercept têm a vantagem de poder dar intercept quando é necessário a qualquer vampiro controlado pelo jogador - e por vezes a vampiros de outros jogadores.
O segundo tipo de fontes de intercept também é intercept de mesa, mas na forma de equipamentos (como Sports Bike e Bowl of Convergence) ou retainers (como Raven Spy, Revenant, Mr. Winthrop). Estas cartas dão intercept permanente, geralmente de forma barata, mas apenas a um dos vampiros controlados pelo jogador, e têm a desvantagem de precisar duma acção - ou seja, virar o vampiro no próprio turno e expor a acção a ser bloqueada - para começar a funcionar.
Finalmente temos as cartas de intercept de mão, reactions que aumentam o intercept de quem as usa (nota: não se esqueçam que não podem dar mais intercept do que o nivel de stealth que a acção já tem). Estas cartas têm a desvantagem de apenas serem usadas como reacção a uma única acção, mas são geralmente baratas ou até mesmo sem custo (como Enhanced Senses, Cat's Guidance, Spectral Divination; também há algumas cartas que não dão intercept mas ajudam a bloquear, como Ignis Fatuus e Draba).
Juntando estes três tipos de cartas no ponto certo de equilíbrio, garantimos que o baralho estará apto a fazer o seu dever: bloquear. No entanto, temos de ter bastante cuidado, pois um erro comum quando alguém tenta construir um deck de wall pela primeira vez é colocar demasiadas cartas de intercept, ficando frequentemente com a mão atulhada de cartas das quais não se consegue livrar. Ver isto a acontecer muitas vezes é sinal claro de que pode ser boa ideia repensar o número de cartas dedicadas a intercept no baralho.
O objectivo B) está sempre dependente do primeiro, pois sem interceptar não haverá combate. Temos várias aproximações a este objectivo, cada uma com as suas vantagens e desvantagens. Podemos fazer uma wall em que o combate é baseado em armas (como .44 Magnum e Sniper Rifle), caso em que após bloquearmos apenas tentamos garantir a relativa segurança do combate a longo e dar um tiro ou mais com a arma. Há também walls que tentam, após bloquear, apenas prevenir o dano do adversário (como Skin of Steel, Rolling with the Punches). Temos também walls que tentam simplesmente causar mais estragos do que lhes é causado(através de dano agravado ou simplesmente muito dano) ou até mesmo walls que evitam entrar em combate (como Voice of Madness, Bloodstorm of Chorazin). O importante é que após se impedir a acção não percamos um vampiro ou muitos recursos com isso. Outro erro muito comum é fazer um baralho que precisa de muitas cartas por combate. Se gastarmos cinco cartas por combate, por exemplo, o deck vai desaparecer em poucos turnos, o que é de evitar.
Finalmente, C) é um ponto que muitas das walls esquecem. Sem fazer pressão à presa, sem haver mecanismos para fazermos oust a esta, não estamos a fazer um bom trabalho. Há várias maneiras de o fazer, algumas melhores que outras. Uma aproximação é simplesmente usar cartas que dão dano na pool da presa, seja com acções de bleed, políticas ou outras, mas este aspecto implica sempre acções, o que implica virar os vampiros. Outra maneira de tentar pressionar a presa é através de cartas que ficam na mesa e lentamente danificam-lhe a pool (como Army of Rats e Victim of Habit). Uma das cartas mais famosas deste tipo é o Smiling Jack, the Anarch. Esta carta tem a vantagem de colocar pressão na presa de forma crescente e rápida. A grande desvantagem é que também põe pressão nas pessoas erradas, como os aliados, e ao próprio jogador. Uma faca muito afiada de dois gumes (ou mais). Finalmente, é de mencionar maneiras diferentes de colocar pressão na mesa: cartas que permitam bloquear a presa (e não só) quando faz acções direccionadas à presa dela (como Eagle's Sight, Falcon's Eye) ou que redireccionem bleeds que sejam feitos ao próprio para a presa (ex: Telepathic Misdirection, Redirection, Deflection, Lost in Translation).
Apenas encontrando o equilíbrio certo destes teremos pontos teremos uma wall eficiente (e divertida) em mãos.
IV - Quem?
Historicamente, as walls começaram como sendo apenas decks de Auspex. Outras disciplinas tinham muito poucas ferramentas à disposição, havendo apenas Animalism como alternativa, mas ao longo do tempo mais cartas foram lançadas, saíram bloodlines e novas maneiras de fazer decks focados em intercept; hoje em dia, apesar de Auspex continuar a ser a maneira mais fácil ou rápida de fazer uma wall, existem alternativas. Também ao longo da história de V:tES foram vistas walls de praticamente todos os clans e bloodlines (inclusivé decks de intercept sem disciplinas nem clans em comum, como decks de Black Hand), embora se olharmos apenas para KoT, o clan mais óbvio seja Toreador. No entanto, olhando também apenas para KoT, decks baseados em Ventrue, em Malkavian, Gangrel, Tremere ou até mesmo misto entre vários são possíveis. Uma boa maneira de pensar em decks de wall é juntar vampiros não pelo clan, mas sim pelas disciplinas que conseguem reunir em comum. Uma das curiosidades que realmente me surgiram acerca de KoT seria tentar fazer um deck de wall com Princes/Justicars com Auspex e Fortitude. Partindo deste princípio, temos muito que pode ser feito. Relaccionado com este artigo vão encontrar uma possível decklist de wall.
V - Quando jogar com uma wall?
Construir de base um deck de wall sem ter ainda conhecimento do jogo e sem ajuda não é fácil. A maioria dos decks de wall precisam de cartas raras/incomuns difíceis de encontrar, ao contrário de decks de stealth&bleed que conseguem ser feitos só com comuns e incomuns. E devido à exigência deste género de decks tanto na construção como na execução, não é propriamente o tipo de baralhos que recomendaria a um recém-chegado ao jogo; no entanto, se o conceito vos interessar, atirem-se de cabeça e espero que se divirtam.
VI - Já chega de conversa, vamos ao deck.
A ideia do deck é simples: Pegar em 2 decks pré-construídos Toreador de KoT, tentar construir uma wall jogável com isto, adicionando o mínimo possível de cartas de fora. Podem consultar o deck aqui.
Escrito por Hagalaz às 13:53 2 respostas
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Torneio - Tipo Constructed - 21 Fevereiro 2009
Apenas para lembrar aos mais distraídos (e fazer update nas feeds dos interessados), aqui ficam os detalhes do Torneio do próximo Sábado.
Já estavam os dados online na lista de eventos (ao lado, em cima), mas aqui fica mais à vista.
Local: Pavilhão de Engenharia Civil IST Alameda - Sala V1.07
Hora: 10h
Preço: 6 Euros
Formato: 3 rondas + final
Prémio de Participação: 2 boosters por jogador + promo cards
Prémio da Final: 1 booster por jogador + mais 3 de Prize Support, a dividir pelos finalistas
Gostaria de aproveitar para agradecer ao Bruno Robalo por gentilmente ter cedido a sua máquina para as fotos do último Torneio e por ter tirado quase todas.
A ver se desta vez aparece mais. :)
Escrito por Tiago Brum às 22:47 2 respostas









