Mais uma vez o dia começou cedo com ida para a mesa da recepção de inscrições dos três torneios do dia.
Para o EC Day 1 haviam 3 pessoas com laptops com Archons a inscrever os jogadores que depois iam receber os seus "brindes" - o playmat e os counters.
A Teresa escolheu jogar com uma versão melhorada de Malk Stealth and Bleed com mecânica antí redirecção dos seus bleeds e com stealth de Dementation. O Obvuscate era mais à base de cartas que dessem Stealth com apoio de minions ao lado, como Cloak the Gathering e Veil the Legions.
O deck está bastante sólido e provou-se que este Torneio estava cheio de esteriótipos típicos. Pouca gente tentou re-inventar a roda e nenhum deck que tenha visto me surpreendeu por originalidade.
Com uma pequena pausa para pequeno almoço, fui dos últimos a me sentar e a me apresentar aos meus colegas. Total de jogadores: 111.
Por esta altura já conhecia o Hugh, os dois Matts (Morgat e Green), os dois Tatus, os Ginés e o David Quiñonero (irmão do organizador e modelo para o Claudio Severino). Também conhecia o TTC, metade dos Escandinávos, dos ingleses e dos italianos (graças ao Paolo). Ninguém conhecido nesta 1a mesa.
Todos se cumprimentaram e esperaram pela ordem de começar do microfone.
Para vosso benefício (e porque queria esperimentar) levei um caderno e caneta para anotar as insidências do jogo, contra quem joguei, que cartas foram jogadas contra mim, etc.
Leitores deste blog: pode parecer demais, mas este método acrescenta valor ao vosso jogo. As vantagens são inúmeras e espero poder escrever sobre isso no futuro. Digamos por agora que ajuda na análise durante o jogo e à postriori. Suspeito que em Portugal também ajude na análise dos nossos oponentes.
Voltando ao jogo.
Mesa com 3 Espanhóis e um Eslovaco. Tive a sorte de que os espanhóis falavam um bom inglês, mas devido ao seu número, calculei que parte da minha concentração tería de ser desviada para notar gestos ou diálogos mais baixos em Castelhano. A sala estava bastante ruidosa e as mesas eram grandes, logo os jogadores estavam a grande distância uns dos outros.
Escolhi o Nosferatu NeoRoyalties pois parece-me um deck bastabte sólido e com possibilidade de afectar qualquer jogador na mesa. Não esperava encontrar decks de rush puro (o némesis deste deck) e porque era um deck com plano A (político) e um bom plano B (bleed com stealth). De todos os testes que fiz (poucos e só amigáveis) só tive grandes dificuldades em jogos em que o meu Predador não faz nada. Como já disse no fórum, é um deck que gosta de levar dano pool.
Cedo percebi que o meu Predador e a minha Presa estavam ambos a jogar de Death Star porque começaram por combinar criptas. A mesa estava da seguinte forma:
Ivan Mario-Ribaz (Death Star) - Eu - Tomás Jiménez (Death Star) - Alex Parcero (Nephandus) - Peter Ducai (Tzimisce mid-to-low cap Wall and Bleed).
O deck do meu Predador era um Death Star mais à base de vampiros com votos de base, logo sem mecânica de Anarchs. Já a minha Presa era o típico weenie Assamita Bleed, Breed and Vote com os mid caps e mecânica de anarca para os desvirar e ter votos com Fee Stakes.
Dos meus aliados, o Alex tinha um deck de Nephandus com uma variância que era usar o Valerius para tentar bloquear com zero de intercept e assim impedir stealth de ser jogado com Obfuscate ou Chimestry. Depois era só um Nephandus apanhar o acting minion com Unmasking. Obviamente o companheiro era o D'Arlete. O Peter Ducai era o típico Tzim com retainers e aliados para aguentar jogo e ter mais bleed e intercept nos seus Fiends.
Para começar, escolhi o Baron Dieudone, pois sabia que era mais velho que 95% dos vampiros dos meus directos adversários e tinha um Banishement na mão. Qual é o problema do sr Amaravati? Digam todos em coro, crianças: "ele seca". Pois é.
Presa sacou a Hafsa, The Watcher e o Predador o Amaravati (que surpresa). Ao outro lado da mesa, voltamos quando algo fôr relevante.
Eu deixo o Alonso para o fim porque não queria assustar a Presa com a habilidade que ele tem contra anarcas. Pus-lhe 2 de pool e esperei para o sacar no turno a seguir com Zillah's + transfer.
Só o meu predador tinha votos e assim, toca a secar o Amaravati a chamar coisas irrelevantes que ele achava bem votar contra como Kines ou Parity Shifts. Os 2 Old Friends ficaram na mão, para os bleeds que aí iriam vir ou para mandar abaixo o Amaravati.
Nesta fase do jogo os 2 Assamitas eram muito amigos (a hipotese de gulosos Consaguineous Boons estava no horizonte) e o Tzim estava a montar uma tenda que ainda ninguem sabia se era de Bleed ou de Wall, ou simplesmente weenie ANI.
A minha Presa agora tinha a Hafsa, a Layla bint-Nadr e um Embrace. Predador tinha o Amaravati e o Olugbenga.
Eu esperei pelo Alonso Pedrodon e chamei um Banishement no Amaravati.
O sr que o controlava (muito chateado pois "you're totally fucking my game") fez a única discussão da mesa. Eu disse-lhe que o Amaravati era o meu problema na mesa, que os Consaguineous Boons ajudavam os meus adversários directos e que aquele tipo de discurso (o praguejar) não era chamado a uma mesa de VtES àquele nível.
Podia estar calado, mas quis frustrá-lo mais um pouco com a solidez dos meus argumentos. Funcionou. Ele pediu desculpa e (claramente afectado com aquilo) ainda secou mais 2 de sangue ao Amaravati, na esperança que o aliado descartasse uma carta Política. Animal Magnetism e estavam 9 votos contra 6. Farewell Amaravati.
Bleed à frente, de 3, e 1 de dano em 2 anarcas.
Os meus aliados já estavam bem encaminhados. Um tinha o Valerius (notei que estava quase seco - cross table Banishment, just before the first kill?), o Arlete e 4 Nephandus. O outro aliado tinha um Dani, um Terrence com Tasha Morgan, uma Devin Beasly com Heart of Nizchetus e um PB: Montreal que todos estávamos a usar.
Quando chegou ao seu turno, o Tzim espetou 6 de bleed no meu Predador, com stealth e tudo.
Um ou dois Consaguineous Boons tinham passado, portanto o meu Predador teve ainda pool para levantar uma Mata Hari e tinha um Web Of Knifes Recruit quase a entrar.
Eu comecei a desunir os Assamitas com ricas promessas de Parity Shifts totais de um para o outro. Pois "de certeza que os Nephandus me apanham depois de eu ganhar um VP, se isso alguma vez acontecer e tal". Claro que tive de explicar que aquilo do Amaravati era apenas para minha protecção e que eu não queria o meu Predador morto, etc.
A minha Presa cresceu bastante (Hafsa era Baronesa, tinha a Layla bint-Nadr, dois Embraces, Vardar Vardarian, um Web of Knifes Recriut, Alamut e Black Throne). Isso ajudou-me no pondo de unir votos com o meu Predador.
A parte divertida é que tudo aquilo fazia perfeito sentido objectivo para todos os jogadores. Não houve ninguém a refilar muito com argumentos subjectivos e a fazer birras ou tentar cansar os outros a desistir dos seus planos. E claro, o meu deck de um momento para o outro explode para cima da Presa. Tinha muita pool para Parity Shift, mas fiz o contrato de 1 turno de paz, por 5 de Pool, com o meu Predador.
Virei-me para a frente num turno e depois o meu Predador cumpriu a sua parte (até porque sofreu outro bleed e o Tzim levantou um Caliban). Passou para mim.
Zillah's - Parity Shift - bleed de 2, bleed de 2. VP.
Suou o Congo pouco depois.
Todos se cumprimentaram com grande cordialidade. Parece que todos se divertiram de uma maneira ou de outra e o meu Predador pediu desculpa pelo incidente do Amaravati e compreendeu perfeitamente.
Daí em diante, sempre que passávamos uns pelos outros, sempre nos cumprimentámos bem.
No próximo post continuo com as 2 rondas que faltam e falo um pouco da Qualificação da Teresa para o 2º Dia, por isso não percam o próximo episódio, porque nós também não!
Tiago
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
EC 2009 Report: Sábado, 14 - Ronda 1
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1 Comentário:
Bom report. E em particular, bom esforço com a cena do bloco de notas!
Único reparo a fazer: passa só isso por um spell-check maroto..
Afinal quem é que andou a queimar o tempo na mesa? Foi excesso de bloating? Tu parecias bem orientado para seguir VP com VP.
Boa escolha de deck por parte da Teresa. E na frente leste, aka Eliseu & Pedro Luís?
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