A White Wolf (CCP) não vai produzir mais nada de VtES e só vai apoiar o jogo até final deste ano.
É algo que já se esperava desde que um dos membros da direcção da CCP declarou que o factor determinante na compra da White Wolf foi o legado de história e personagens que eram propriedade dessa empresa e não os jogos por si mesmos, pois "o core business da CCP são plataformas digitais e é nisso que queremos apostar".
Vou tentar falar sobre as consequências do fim de produção e apoio ao jogo, específicamente no nosso país (embora seja óbvio que isto pode se aplicar a muitos outros sítios).
Até agora, que se saiba, nem as Nações Unidas, nem a Comissão Europeia e muito menos o Governo do sr. José Sócrates proibíram o uso, troca ou venda de cartas de VtES.
Pedro Passos Coelho ainda não se pronunciou sobre o assunto e analistas políticos indicam que ele vai ignorá-lo.
Este tom ligeiro serve para indicar o seguinte: as cartas existem e quem as tem pode (e deve!) usá-las.
Este facto óbvio não é tão óbvio quanto possa parecer e como acho ser o menor dos problemas, falo nele primeiro.
As nossas colecções são o que são.
À conversa com o sr Benjamin Peal fizémos uma estimativa (com base na sua experiência no pós-Sabbat ed.) que certas expanções que estão em armanzém à anos vão descer a preços irrisórios. Casos como KMW, TR e sobretudo NoR.
Outras, como 3rd ou KoT, podem subir porque acabam as hipóteses de re-print de cartas importantes.
Mesmo que se comprem mais cartas, o número de decks que podemos usar com as colecções de cada um será sempre limitado.
Aí reside o primeiro problema que pode levar à falta de interesse e que torna o "posso sempre usar as cartas que tenho" como algo menos óbvio.
Não cometo nenhuma inconfidência se disser que o Mário Florindo explicou a sua obseção com Imbued pelo facto de ser algo completamente diferente ao que vem jogando, pois já estava farto dos decks normais e típicos.
Outros vão ter este sentimento com certeza. Especialmente se tiverem um número pequeno de cartas.
Tenho a certeza que isto pode ser contornado por todos e dou alguns exemplos de como o fazer.
De certeza que todos vimos outro jogador a jogar com um deck ou combinação de cartas que nos tenha parecido divertido ou forte.
De certeza que já vimos alguém usar cartas que gostaríamos de usar num contexto diferente.
Mas paramos por aí, porque em Portugal não há uma cultura de empréstimo de decks, nem que seja para aprender a jogar contra outras tácticas que são comuns ou fortes, mas cujas cartas não temos.
Os jogos mais divertidos que tenho feito nos últimos meses foram com 4 decks emprestados que considero fortes ou que são um estereótipo que mais ninguém pode fazer, como Nephandus, Turbo War Ghoul ou Tup Dogs. Fiz algumas mudanças a meu gosto e gostei bastante.
Sei que se quiser jogar com Euro Brujah, falo com o Gambas. Se quiser AAA ou Chealsea Hotel, falo com o Eliseu. Se quiser Vignes, falo com o André. Nunca joguei com estes decks e devem ser muito bons. Só aqui há +/- 10 jogos de entertenimento.
Quem quiser experimentar Kahzar Diaries, Nosferoyalties, Arika e amigos, Stanislava power bleed, Ventrue Grinder, Cybelotron, etc, etc, pode falar comigo.
Experimentar coisas novas é bom, especialmente se forem divertidas e fortes. Muda-se algumas cartas ou muda-se completamente o deck que nos emprestaram e joga-se.
A pensar nisso vou catalogar e listar os meus decks para os poder emprestar a quem queira experimentar algo diferente.
Por não haver cartas novas, não quer dizer que não se criem experiencias novas. Ou mesmo decks.
Mas TODOS temos de ter esta abertura para TODOS podermos continuar a usufruir deste jogo que é fantástico.
Se fizermos assim, isto nunca fica aborrecido, mas temos de o fazer ANTES de deixarmos de ter vontade de jogar.
E jogadores com quem jogar
Acho esse esforço fundamental.
O mais importante é perder o mínimo possível de jogadores.
O próximo problema que vou "bloggar" é relacionado com este: como continuar a trazer novos jogadores para o jogo, após não haver cartas disponíveis à venda.
Até à próxima e mandem ideias / opiniões.
PS.: Como é óbvio a única coisa que o Domain Lisboa deve deixar de realizar são Pré Releases.
domingo, 12 de setembro de 2010
Para além da Gehenna - parte 1
Escrito por Tiago Brum às 23:49
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